terça-feira, 8 de julho de 2008

Minha Cidade I

Edifício São Vito
Localização: Av. do Estado x Rua Mercúrio, em frente ao mercado Municipal
Idade: 45 anos



Foto: Guilherme Gonçalves - Agosto 2006

Desde 2003 desocupado, o edifício São Vito já abrigou simultaneamente mais de 3.000 pessoas. Não à toa, ganhou o apelido de "treme-treme". A área do edifício é de 21 mil m2. O São Vito é formado por 624 quitinetes (com áreas entre 28 m2 e 30 m2). Tem 27 pavimentos -26 residenciais- e cada andar tem 24 apartamentos. Chegou a ser considerado uma favela vertical e a ser classificado como um dos símbolos do que a cidade de São Paulo tinha de pior. Para modificar essa imagem, o projeto de restauração do São Vito previa a diminuição no número de moradores para 1.000, que se dividiriam em cerca de 390 apartamentos -com tamanhos ampliados para áreas de 352 a 60 m2. A intenção do arquiteto Roberto Loeb, responsável pelo projeto, era deixar cada pavimento com até 15 residências e melhorar a ventilação. Também estavam previstas a pintura e a reforma da fachada, a implantação de uma creche no mezanino, abertura de bares e lojas no primeiro andar e a criação de um mirante na cobertura. A implosão do prédio histórico, cuja construção terminou em 1959, chegou a ser cogitada na gestão Marta (PT). A idéia foi deixada de lado quando técnicos constataram que as estruturas não tinham danos mais graves e que, com a demolição, o Edifício Mercúrio, vizinho, teria de vir abaixo.

Foto: JA Garcez Novembro 2005 http://www.pbase.com/capercaillie/image/54971675

Trips V


Porto Feliz 1998 - Engenho de Açúcar (1878)

Foto: Guilherme Gonçalves - Julho 1998

ENGENHO VELHO
Engenho velho e triste, inválido troféu,
Com paredões de pedra e travas colossais
- Mastodonte de taipa, a dormir sob o céu,
Relembrando o Brasil dos tempos coloniais!...
Essa mole rural de peroba e cabreúva,
Erguida pelas mãos dos pobres africanos,
De cumieira selada aos embates da chuva
- Resiste bravamente ao peso dos cem anos!...

No seu bojo em silêncio, entram résteas de sol
E onde a velha fornalha irradiava clarões,
O mato rompe hostil, se arrasta o caracol
E a força da enxurrada escavou socavões.

A tosca chaminé, hirta no velho aprumo,
Caducando, senil, no maior dos sossegos,
Em vez de se enfeitar com penachos de fumo,
Guarda teias de aranha e nuvens de morcegos.

No tendal alagado, entre cochos vazios,
Onde outrora se ouvia o cantar dos "banqueiros",
Na calada da noite, em recantos sombrios,
Coacham com tristeza os sapos carpinteiros...

E esse engenho que vem dos idos tempos bravos,
Imerso, como está, nesse extremo torpor
Foi a angústia sem fim do mundo dos escravos
E a grandeza fugaz do ríspido senhor...

Na barroca perdido, ao sabor da erosão
A se diluir nos tons da mata que o encerra,
Ninguém mais pensará que esse torvo aleijão
Foi um dia na vida - o poder de uma terra.

Engenho, o teu viver na existência passada
Ainda ecoa em clamor de antigos sofrimentos
Na noite tropical, quando canta a nortada
Na velha escuridão dos teus travejamentos!

No teu poente sem luz, só te resta e alumia
Como em tempo distante, o mesmo azul do céu
- És a tumba de taipa a guardar com poesia
O despojo brutal de um mundo que morreu!...

João Campos Filho - Zico Láu - 1941

Foto: Guilherme Gonçalves - Julho 1998

Foto: Guilherme Gonçalves - Julho 1998

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Iracema

Que encontro espetacular...


Trips IV

Self-Portrait
Praia de José Ignácio
Punta del Este
Uruguay
Dez/2007

Contra-Baixo, o início

Ontem ao voltar da praia tive uma surpresa. Finalmente ele havia sido entregue. A minha mais nova aquisição... um contra-baixo! Ok, num é assim o melhor baixo do mercado, mas como diz o ditado popular: "para treinar qualquer bola serve!" Foram anos e anos tentando aprender, honestamente sem muito sucesso, a tocar violão. Gosto de música e muito. Principalmente as bem tocadas, mas escuto todas, gostos e preferências cada um tem as suas, e não venho aqui divagar sobre este assunto.

O desafio agora é esse começar a tocar um novo instrumento "do zero", posso ter alguma vantagem por conhecer um pouco o violão, mas a viagem partirá do início e faço questão de compatilhar essa sensação aqui neste blog solitário!

Voltei...

Depois de alguns meses longe, resolvi voltar e dar a atenção devida ao meu blog. E não foi para minha surpresa que havia um comentário!? Incrível!! Ok, era mais uma propaganda do que um comentário propriamente dito! Mas tudo bem, afinal nada pior do que entrar em um blog e vê-lo abandonado. Lixos tecnológicos do Século XXI...

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Disseram que ele não vinha... Olha ele aí!





Finalmente...

Desde o início de Novembro de 2007, o Egito tem exibido publicamente a múmia do jovem Faraó Tutankamón em sua tumba no Vale dos Reis. É a primeira oportunidade aos visitantes de ver o rosto do imperador morto há mais de 3.000 anos. Pode-se observar em seus traços elevadas sobrancelhas, pele quebrada e escurecida e seu nariz permanece todavia intacto.

Dentro da câmara mortuária, de luz tênue, um grupo detrabalhadores retirou a tampa dourada do sarcófago de Tutankamón e içou a caixa acolchoada que continha a múmia descansando a maior parte de seu tempo desde a morte prematura do imperador.

Assim, prontamente transladaram a múmia para uma vitrine climatizada de cristal acrílico situada na antecâmara da tumba e selaram sua cobertura. Seu rosto delgado se pode ver em um extremo, com seu corpo coberto por um pano de linho branco, com seus pés enegrecidos sobresaindo na outra extremidade.

Tutankhamon foi um faraó do Antigo Egito que faleceu ainda na adolescência. Era provavelmente filho e genro de Akhenaton (o faraó que instituiu o culto de Aton, o deus Sol) e filho de Nefertiti. Casou-se aos 10 anos com Ankhsenpaaton que, mais tarde, trocaria o seu nome para Ankhsenamon. Assumiu o trono quando tinha cerca de nove anos, restaurando os antigos cultos aos deuses e os privilégios do clero (principalmente o do deus Amon de Tebas) e morreu, aos dezenove anos, sem herdeiros.
Devido ao fato de ter falecido tão novo, o seu túmulo não foi tão suntuoso quanto o de outros faraós, mas mesmo assim é o que mais fascina a imaginação moderna pois foi uma das raras sepulturas reais encontradas quase intacta. Ao ser aberta, em 1922, ela ainda continha peças de ouro, tecidos, mobília, armas e textos sagrados que revelam muito sobre o Egipto de 3400 anos atrás.

sábado, 30 de junho de 2007

Trips III

Toledo - Espanha


Casa Das Conchas
Salamanca - Espanha



Fotos: Guilherme Gonçalves/2003

Clássico II

Break Violento



Grande fase dos Amiks!
(Vídeo - Montagem: Pedro Rosa 2005)

Vida

Nem todo mundo nasceu como Macunaíma...
mas o final é sempre o mesmo